Por Carlos Guimarães
Depois de alguns anos testando carros você já consegue prever o que vai encontrar pela frente. E como dessa vez o carro foi a versão a gasolina do Toyota SW4, seria fácil me dar bem nesse jogo de adivinhação. Não deu outra, tudo que imaginei estava lá: motor potente, câmbio automático com relações longas, aquele rodar silencioso, mas nada que me empolgasse. Um carro que faz bem o chamado "arroz com feijão" e que chega para conquistar chefes de família conservadores que procuram um carro espaçoso, robusto e confortável para ir até o sítio nos finais de semana, ou mamães que se sentem mais seguras a bordo de um jipão de luxo confiável, além bem mais silencioso que a versão a diesel oferecida desde o fim de 2005.
Certa da boa aceitação de um público fiel e de olho no aumento da procura por utilitários a gasolina (no caso da picape Hilux, o mix de vendas já atingiu 18%), a marca japonesa lança o SW4 com motor 2.7, de quatro cilindros, que rende 158 cavalos, por R$ 119.700, com câmbio manual de cinco marchas, preço que sobe para R$ 124.300 se você preferir o câmbio automático de quatro. Há também o V6 4.0 de bons 238 cv, oferecido apenas com caixa automática de cinco velocidades, mas que custa R$ 156.800. Torceu o nariz? Pois é, por esse preço existem concorrentes como Hyundai Santa Fé (R$ 144.700) e Mitsubishi Pajero Sport (R$ 110.490). E o Ford Edge (R$149.700), perguntei ao pessoal da Toyota? Ah, não, não chega a ser nosso rival, responderam Será? Acho que sim, bem como o Captiva V6 (R$ 105.758), da GM, ambos bem mais equipados, inclusive, com controle eletrônico de estabilidade (ESP).
Além do jeito que imaginei que o SW4 V6 iria se comportar, também notei que faltou uma melhor regulagem da posição de dirigir. O volante não tem regulagem de profundidade, apenas de altura e, mesmo assim, quem tem mais de 1,70 metro de altura vai sentir falta de uma posição ainda mais alta. Além disso, não há travamento automático das portas assim que o carro entra em movimento, o que atrapalha a questão da segurança nos grande centros urbanos. Se quiser se sentir seguro também é melhor ir devagar com o andor nas curvas. E para quem busca status, vai ficar decepcionado em saber que a traseira da versão V6, topo de linha, tem a mesma saída única de escape da básica, de quatro cilindros.
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